3 meses de estrada, 4 países, 23 cidades e muita SAUDADE no peito!

Eu tenho um impulso de querer escolher só palavras bonitas e inspiradoras para comemorar os meus meses de estrada, como Liberdade, Aventura, e por aí vai…mas acho que a intenção do Asas&Raízes sempre foi colocar o que realmente estou sentindo, seja algo bom ou ruim, feliz ou triste, inspirador ou não. E é nesta linha que vou seguir.

A minha palavra para comemorar meus 3 meses de estrada é SAUDADES, palavra linda, mas é daquelas que queima no peito. Quem me vê largando tudo e viajando o mundo pode pensar: “nossa, como ela é aventureira e independente”. Posso até ter um pouquinho disso, mas como o próprio nome do blog diz, eu tenho raízes profundas, e a minha raiz mais forte se chama FAMÍLIA.

Eu vim abençoada para este mundo. Vim de surpresa, enxerida mesmo. Meus pais já tinham seus 40 anos, um casal de filhos e uma vida financeira apertada. Mas acho que um dia faltou luz lá em casa e tchanammmm, 8 meses depois uma pessoinha feiosa e prematura chegou para ficar (mamis diz que eu era o bebê mais feio que ela já viu, mas que depois fiquei linda, LÓGICO!).

Nesta brincadeira, eu cheguei por aqui com 3 mães: minha mãe biológica, uma mãe de coração (Aninha já morava na minha casa há uns 12 anos quando eu apareci) e uma irmã-mãe 10 anos mais velha que eu. E também com dois pais: meu pai biológico e um irmão-pai 12 anos mais velho que eu.

Resumindo a estória: pensa numa pessoa mimada e dependente. Quando eu era criança, não dormia na casa de nenhuma amiga. Nas tentativas que fizeram, eu abria o bocão e fazia minha irmã ir me buscar no meio da noite. Quando entrei na faculdade em outra cidade, sequei meu canal da lágrima de tanto chorar.  Toda vez eu pegava o ônibus para São Carlos em prantos e com um nó na garganta. Acho que só me formei devido ao do pulso firme do meu pai que sempre que eu começava com mimimi, ele dizia que eu podia largar a faculdade e voltar para Santos, arrumaria um emprego  para ganhar um salário mínimo e ele se comprometeria a me dar um teto e um prato de comida.

Depois de formada, não voltei mais para morar na casa dos meus pais, já tinha um grau de independência nunca antes imaginado.  Mas fazendo uma retrospectiva, me dei conta de que nunca passei mais de 1 mês sem visitá-los. E fazia isso simplesmente por que é maravilhoso estar entre eles eles. É um lugar que a gente sempre se diverte com pouco, basta uma comidinha preparada com carinho, uma cervejinha gelada e muita estória para contar.

E toda essa introdução para contar o tamanho das SAUDADES que eu tenho no peito nestes 3 meses de estrada. Separações físicas muitas vezes são necessárias, fazem parte da vida, de alguns sonhos e objetivos, mas para mim, realmente não existe melhor lugar no mundo do que aquele pertinho daqueles que eu amo e que me faz sentir amada.

Um Feliz Natal para todos e em breve mando notícias de uma parte muito esperada da minha volta ao mundo, o Sudeste Asiático.

Beijos direto de Bankgok,

Deitada na Cama do Hostel, esperando a roupa acabar de lavar 😉

2 Comentários 3 meses de estrada, 4 países, 23 cidades e muita SAUDADE no peito!

  1. Shizuo 20 de dezembro de 2015 às 16:10

    Aehhhhh Suuuuperrr
    Bjaum vai com Fé!!!!
    Curta ! Divirta-se!!’

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    1. Camilla Albani 31 de dezembro de 2015 às 09:09

      obrigada Super Shiz! Beijo Grande

      Responder

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